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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Homocisteína e Doenças cardiovasculares


A homocisteína é um aminoácido não essencial que tem sido apontado por alguns como fator independente de doença cardiovascular.


A hiperhomocisteinemia já foi classificada como um fator de risco tão importante quanto hipercolesterolemia, hipertensão e tabagismo, além de ser um fator facilmente modificável.


Muitos estudos têm sugerido que níveis de homocisteína superiores a 10 mmol/l são associados com ou predizem o desenvolvimento de doença arterial coronariana, com um risco relativo estimado em 1,4 para cada 5 mmol/l acima de 10 mmol/l.


Essa associação entre a homocisteína e a aterosclerose poderia ser explicada por diferentes mecanismos, tais como efeitos sobre o endotélio, sobre a síntese das prostaglandinas ou por aumento na agregabilidade plaquetária.


Tais efeitos produziriam alteração nos fatores de coagulação, no sentido de favorecer um estado hipercoagulável (pró-trombótico).


A homocisteína é um intermediário formado quando da metabolização do aminoácido essencial metionina. O processo começa com a desmetilação de um intermediário secundário sulfurado da metionina, a S-adenosil-metionina, dando origem à homocisteína. A seguir, seguem-se duas rotas: a primeira regulada pela concentração da vit. B6, que visa a excreção da homocisteína pelos rins, diminuindo sua concentração sérica; e a segunda, responsável pelo retorno da homocisteína a metionina, dependente da concentração de vit. B12 e de folato.


Dessa forma, as vitaminas do complexo B são cofatores essenciais no metabolismo da homocisteína, pois ambas as rotas são dependentes desses substratos.


A ingestão média diária de homocisteína é da ordem de 10 mmol/l em homens adultos, mas dietas ricas em metionina e pobres em vit.B produzem elevação marcada dos níveis séricos desse aminoácido.


Da mesma forma, o gênero masculino, idade avançada, função renal prejudicada e determinantes genéticos aumentam a homocisteinemia.


Relação inversa existe com aumento do consumo diário de vitaminas do complexo B e folato, pois suplementação dietética com 0,5 mg/d pode reduzir os níveis de homocisteína em até 25%.


Estudos de caso-controle tem demonstrado presença de hiperhomocisteinemia em pacientes com cadiopatia isquêmica, mesmo naqueles pacientes com poucos fatores de risco clássicos para doenças coronarianas. Esses estudos levantaram a hipótese de que o aumento na ingestão de ácido fólico reduziria os níveis da homocisteína.


Nenhum estudo, no entanto, conseguiu demonstrar, de forma definitiva, que a redução nos níveis séricos da homocisteína tem correspondência com uma redução da incidência de eventos cardiovasculares agudos. Sabe-se que aumentos nos níveis séricos da homocisteína são freqüentes nos pacientes com cardiopatia isquêmica, mas a pergunta respondida não é essa, mas sim se aqueles pacientes com níveis aumentados de homocisteína tem aumento na incidência de cardiopatia isquêmica e, em caso positivo, se a redução desses níveis diminui os eventos significativos (morte ou infarto) nestes pacientes.


Ainda não está estabelecido se a homocisteína é um marcador ou uma causa para a aterosclerose, de forma que uma recente diretriz do Nutrition Committee of the American Heart Association sugere que não devem ser solicitadas dosagens dos níveis séricos da homocisteína, até que resultados de ensaios clínicos randomizados definam se a redução dos mesmos se traduz em diminuição na incidência nos eventos cardiovasculares.


De uma forma geral, forte associação entre os níveis aumentados de homocisteína e aumento dos eventos cardiovasculares foi encontrada apenas em estudos de coorte e de caso controle retrospectivos, de forma que os vieses inerentes a esse tipo de estudo são críticos para a análise desta associação.


Tais vieses poderão vir a ser evitados apenas com estudos randomizados com a terapia de redução da homocisteína com ácido fólico, os quais ainda não estão disponíveis. Por ora, qualquer terapia com esse objetivo, ou mesmo, a dosagem dos níveis séricos da homocisteína é, no mínimo, precipitada, até porque sua dosagem requer cromatografia líquida de alta pressão e detecção eletroquímica, com grandes dificuldades metodológicas, tornando complicada a sua utilização clínica.

Por: Clinicor - Clínica Paranaense de Cardiologia

Consumo excessivo de doces pode levar ao crime, indica estudo


Crianças que comem muitos doces podem ser mais propensas à prisão devido a comportamento violento quando se tornam adultas, segundo aponta uma nova pesquisa.

Especialistas britânicos estudaram mais de 17 mil crianças nascidas na década de 1970 por um período de 40 anos. Das crianças que comeram doces ou chocolates diariamente até os dez anos, 69% foram presas por transgressões violentas quando tinham por volta de 34 anos. Daquelas que não tiveram qualquer combate violento, 42% haviam comido doces diariamente.

O estudo foi publicado na revista "British Journal of Psychiatry", e foi financiado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social do Reino Unido.

Os pesquisadores disseram que os resultados foram interessantes. Entretanto, mais estudos são necessários, a fim de confirmar esta ligação.

No trabalho, Simon Moore da Universidade de Cardiff e um dos autores do trabalho e a equipe usaram outras variáveis, como experiências diferentes com a paternidade e a variação socioeconômica.

Moore diz que os pais que subornam seus filhos com doces e chocolates com o intuito de fazerem com que se comportem podem prejudicá-los. Isso leva crianças à privação do aprendizado de satisfação --o que leva ao comportamento impulsivo e à violência.

Estudos prévios haviam descoberto que uma melhor nutrição leva a um comportamento igualmente melhor, tanto em crianças quanto em adultos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Você sabe como uma dieta é elaborada?


Tenho recebido muitos e-mails com pedidos de dietas, por isso senti a necessidade de esclarecer como uma dieta é elaborada.

Primeiro é necessário um atendimento obrigatoriamente presencial do paciente, como determina o código de ética do nutricionista:

Conforme o Artigo 7º, é vedado ao profissional nutricionista:

XVII - realizar consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da Internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial.

Além do mais, o nutricionista ao elaborar uma dieta leva em consideração: idade, sexo, prática de atividade física, presença de patologias e as características dessa patologia, situação sócio-econômica, funcionamento intestinal, preferências alimentares, hábito alimentar, sinais e sintomas (questionados e observados na avaliação do paciente), exames laboratoriais, avaliação antropométrica (peso, altura, circunferência abdominal, dobras cutâneas, etc.), uso de medicamentos, suplementos, objetivos e metas do paciente...

Enfim, vários pontos são avaliados pelo nutricionista antes de prescrever uma dieta que sempre deve ser individualizada e elaborada após uma consulta presencial!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Convocação!!!

Queridos, fui convocada no concurso para nutricionista da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Estou muito feliz! A convocação saiu ontem no Diário Oficial do Distrito Federal, olha só:

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Muitos e-mails!


Tenho recebido muitos e-mails e não tenho conseguido responder a todos rapidamente, mas o post é para agradecer a participação e o carinho de todos; e me desculpar pela demora para responder.
Obrigada!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Índice glicêmico, Carga glicêmica e Ganho de peso


O post anterior falava sobre Índice Glicêmico (IG) e Carga glicêmica (CG) dos alimentos. Sugere-se que as respostas hormonais, associadas às dietas com elevada carga glicêmica, como a hiperinsulinemia, promovem ganho de peso excessivo, provavelmente, por diminuir os níveis circulantes de combustíveis metabólicos, por estimular a fome e por favorecer a estocagem de gordura.


Assim, controle o consumo de alimentos como: massas, pães, biscoitos, bolos, farinha branca, mandioca e batata e evite: açúcar, doces e mel.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Índice glicêmico x Carga glicêmica

"Índice Glicêmico: indica o perfil de absorção dos carboidratos após as refeições em relação a um alimento controle, que pode ser o pão branco ou a glicose, contendo a quantidade fixa de 50 g de carboidrato. É uma medida da qualidade do carboidrato consumido na dieta. Não indica, portanto, a quantidade de carboidrato ingerido.
O cálculo seria realizado a partir da seguinte fórmula: IG = área da curva glicêmica do alimento/área correspondente do alimento controle x 100.

Carga glicêmica (CG): indicador de qualidade e quantidade de carboidrato, a partir de uma determinada porção consumida desse nutriente pela dieta. A CG fornece o resultado do efeito glicêmico da dieta como um todo porque avalia a porção de carboidrato disponível dos alimentos e o IG.
A fórmula utilizada seria a seguinte: CG = porção do carboidrato disponível x IG/100.

Por exemplo, o IG da banana (tendo como controle a glicose) é de em média 52. Porém, sua carga glicêmica é de 12, referente a uma porção de 120 g, contendo 24 g de carboidrato. Então, a banana possui valor médio de IG, mas baixo CG.

O consumo de alimentos contendo alta CG, ao longo do tempo, pode estar associado ao aumento do risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, doença coronariana, dentre outros. Por isso, alguns órgãos internacionais, como a FAO (Food and Agriculture Organization) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), se reuniram para elaborar um tabela com os valores de IG a partir de dois padrões (glicose e pão branco), CG, tamanho da porção e conteúdo de carboidrato, avaliando os alimentos mais consumidos em diferentes países.

Portanto, a CG fornece uma noção mais real do efeito glicêmico de diferentes porções alimentares, mas precisa ser avaliada com cuidado porque os valores referentes ao tamanho das porções podem variar para cada país e para cada pessoa, podendo haver, conseqüentemente, alteração na quantidade de carboidrato e nos valores da CG. Por isso, os profissionais da saúde devem calcular sua própria CG usando os dados do tamanho de suas porções consumidas e composição de carboidrato".

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Diabetes e Doença Celíaca

Existe uma associação entre estas duas doenças. Uma em cada 20 pessoas com diabetes tipo 1 tem doença celíaca. Mesmo na população em geral, incluindo pessoas com diabetes tipo 2, a taxa poderia ser tão alta quanto 1 em 250.

O problema é que a doença celíaca é de difícil diagnóstico, ainda é pouco investigada e pode ter sintomas intestinais (não só diarréia!) , extra-intestinais ou ainda ser assintomática (a maioria dos casos), como já falamos aqui.

É importante a realização de exames específicos para doença celíaca em todos os diabéticos tipo 1.

É muito importante o acompanhamento com um nutricionista. O tratamento é uma dieta isenta de glúten; e uso de fibras, restrição de carboidratos de rápida absorção (mel, xarope de milho, açúcar, doces, etc.) e uso de gordura monoinsaturada para ajudar no controle da glicemia. O paciente durante o acompanhamento nutricional aprenderá sobre contagem de carboidratos, leitura de rótulos (alimentos, medicamentos e suplementos) e índice glicêmico dos alimentos que também ajudarão no controle da glicemia.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hoje é Dia do Nutricionista!!!!


PARABÉNS AOS COLEGAS PELO NOSSO DIA E POR ESTA PRECIOSA PROFISSÃO!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

De olho nos corantes


O Jornal Hoje exibiu agora uma matéria sobre o risco dos corantes, principalmente na alimentação das crianças. Os problemas causados pelos corantes vão de hiperatividade, alergias (imediatas ou tardias) e asma à câncer; dentre vários outros problemas de saúde. Isso porque a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está de olho nos corantes dos alimentos. O órgão lançou neste mês um programa nacional para controlar a quantidade de corantes, adoçantes e conservantes nos alimentos industrializados. O órgão elabora uma lista de produtos que serão fiscalizados.


Os alimentos que excederem o limite de aditivos previsto serão retirados de circulação e as empresas poderão ser multadas em até R$ 1,5 milhão.


A agência já proibiu o uso de aromatizantes sintéticos e de corantes em licores, aperitivos e bebidas mistas com graduação alcoólica de até 15%, derivadas da uva e do vinho. A restrição está na Resolução RDC 41/2009 da Agência, que estabelece o limite máximo para aditivos alimentares em bebidas alcoólicas não fermentadas. Além de causarem prejuízos à saúde, esses corantes e aromatizantes, em bebidas derivadas da uva e do vinho, permitem que licores, aperitivos e coquetéis fiquem com aspecto muito parecido com o vinho.


A nova regulamentação da Anvisa é baseada em estudos internacionais sobre o uso de aditivos alimentares (substância adicionada intencionalmente aos alimentos para modificar suas características químicas, físicas ou sensoriais, a fim de exercer uma função tecnológica). Dentre as principais referências estão a Ingestão Diária Aceitável (IDA) estabelecida pelo Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (Jecfa), bem como as normas elaboradas pelo Codex Alimentarius e pela Comunidade Européia.


O Jecfa é o comitê científico vinculado à Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e à Organização Mundial da Saúde (OMS), que faz avaliação toxicológica de aditivos alimentares. A IDA (expressa em mg da substância/kg de peso corporal) é a estimativa da quantidade máxima de uma substância pode ser ingerida por dia e durante toda a vida de uma pessoa, sem oferecer risco à saúde.


Outro documento utilizado como base para as normas da Anvisa é a Lista Geral Harmonizada de Aditivos do Mercosul. Essa lista é utilizada como referência pelo Brasil e demais países membros do bloco econômico para aprovação de uso de aditivos. Um dos compromissos acordados no Mercosul é o de que somente aditivos constantes nessa lista podem ser autorizados para uso em alimentos no país.


A ANVISA abre consulta pública também sobre corantes em embalagens plásticas. Contribuições
As contribuições à Consulta Pública 45/08 (PDF) podem ser enviadas até o próximo dia 20 de outubro para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Gerência-Geral de Alimentos, no endereço postal: SEPN 511, Bloco "A", 2º andar, Edifício Bittar II, Asa Norte, Brasília - DF, CEP 70.750-541; pelo endereço eletrônico: gacta@anvisa.gov.br ou pelo fax: (61) 3448-6274.


Fontes:



domingo, 23 de agosto de 2009

Pais alérgicos: cuidado redobrado com a amamentação de seus filhos


Todos nós sabemos que a amamentação previne a doença atópica - incluindo eczema atópica, alergia a alimentos e alergia respiratória. Crianças amamentadas no tempo certo têm menos alergias que aquelas que foram pouco ou não foram amamentadas.



O cuidado deve ser redobrado quando pai e/ou mãe são alérgicos. Quando um dos pais é alérgico, a criança tem 20 a 30% de chance de desenvolver intolerâncias a determinadas substâncias e, em casos que os dois pais apresentam reações, a possibilidade dos filhos terem alergia sobe para 60%.


É claro que TODAS as crianças devem ser amamentadas, pois independente de terem ou não pais alérgicos, ainda podem desenvolver alergias ao longo da vida.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Resveratrol


O resveratrol é um polifenol produzido naturalmente por algumas plantas para se proteger contra o ataque de bactérias, pragas ou fungos.

Este composto natural possui atividade antiinflamatória e antioxidantes (combate o envelhecimento precoce e previne o câncer de pele).

Previne a doença coronariana: atua na redução da agregação plaquetária, auxilia na manutenção da flexibilidade dos vasos sanguíneos, inibe a oxidação do LDL, reduz a gordura corporal.

Também atua na prevenção da esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) e doenças neurodegenerativas.

Para mulheres a importância é que o resveratrol diminui o risco para o câncer de mama.

Fontes:
. Suco de uva (240-480mL), vinho seco (1 cálice - cuidado!), uvas, tomate, açaí, morango, amora, chocolate amargo, oleaginosas (castanhas e nozes), etc.